REUNIÃO TERMINOU SEM ACORDO

REUNIÃO TERMINOU SEM ACORDO

As organizações sindicais foram chamadas hoje ao Ministério do Planeamento e das
Infraestruturas para discutir um acordo que evitasse a greve da próxima segunda feira,
discussão que terminou sem acordo, pelo que se mantém a greve nos termos em que está marcada.
A questão central era como proceder a um aumento dos salários, (que são os mesmos de
2009), tendo como referência aquilo que foi implementado na CP. Relativamente a esta
questão a primeira posição do Ministério foi de fugir a que essa discussão fosse em torno da
tabela, o que nos disponibilizámos a fazer, sempre com esta posição: O que se viesse a acordar
fosse abrangente para todos os trabalhadores sem excepção, sem prejuízo da negociação
das restantes matérias.
A proposta que nos foi feita, foi a da criação de um subsídio provisório a integrar a tabela
salarial em 1 de Janeiro de 2019, cuja última proposta foi de 15€ mensais nos primeiros 9
meses do ano e 20€ nos últimos 3 meses.
Aceitando negociar a forma, considerámos os valores insuficientes, tendo aquilo que
consideramos ser referência, que é o acordo da CP; empresa tutelada pelo mesmo
Ministério, pelo que não se compreende a dualidade de critérios.

GREVE DIA 2 DE ABRIL

A resposta tem que ser dada pelos trabalhadores com uma forte adesão à greve da próxima
segunda feira dia 2 de Abril.
Do ponto de vista legal, teremos que assegurar os seguintes serviços mínimos e, apenas estes:
* Os necessários ao resguardo dos comboios em máxima segurança, bem como à segurança e manutenção dos equipamentos e instalações em todas as vertentes em que, por força da greve, tais necessidades se justifiquem;
* Os serviços necessários para leva r aos seus destinos os comboios que se encontrem em marcha à hora do início da greve;
* Os serviços necessários à movimentação do”comboio socorro”;
* Os serviços urgentes relativos ao transporte de mercadorias perigosas e bens perecíveis;

* Os representantes dos Sindicatos que declararam a greve devem designar os trabalhadores necessários para assegurar os serviços mínimos ora definidos até 24 horas antes do início do período de greve, devendo as Entidades Em pregadoras fazê-lo, caso não sejam, atempada mente, informadas dessa designação;
* O recurso ao trabalho dos aderentes à greve só é lícito se os serviços mínimos não puderem
ser assegurados por trabalhadores não aderentes nas condições normais da sua prestação de trabalho.

A empresa só tem legitimidade de entregar qualquer carta no domingo, caso os sindicatos não façam a indicação dos trabalhadores, assunto que está ainda a ser analisado.

CONCENTRAÇÃO – Tal como fizemos na greve anterior, as organizações de trabalhadores concentrar-se-ão, a partir das 10,30h de segunda feira, na Estação de santa Apolónia.

VAMOS LUTAR PELO AUMENTO DO SALÁRIO DE TODOS!

As Organizações Sindicais:

ASCEF – Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária * FECTRANS/SNTSF Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações/Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário * FENTCOP – Sindicato Nacional dos Transportes Comunicações e Obras Publicas  * FNSTFPS – Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais * SINAFE – Sindicato Nacional dos Ferroviários do Movimento e Afins * SINDEFER – Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia * SINFA – Sindicato Nacional de Ferroviários e Afins * SINFB – Sindicato Independente Nacional dos Ferroviários * SINTAP – Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos * SIOFA – Sindicato Independente dos Operacionais Ferroviários e Afins * SNAQ – Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos * STF -Sindicato dos Transportes Ferroviários.

Deixe uma resposta