Reunião sem acordo – greve na IP

Reunião sem acordo – greve na IP

Terminou a reunião com os representantes do governo/administração da IP, sem que tivesse havido qualquer acordo, pelo que a greve de amanhã na IP-Infraestruturas de Portugal, IP-Telecom, IP-Engenharia e IP-Património, mantém-se, com inicio às 00h00m.

Foi apresentada uma nova proposta que:

Actualiza o subsídio de refeição em 0,54€ para a maioria dos trabalhadores, ou seja, passou o valor para 7,5€;

Passa o subsídio de escala para 19%, em vez dos 18,5% anteriormente propostos;

Não abrange todos os trabalhadores, já que foi assumido pelo governo/administração que ficam de fora cerca de 400 dos QPTs – Quadros de Pessoal Transitório, (trabalhadores oriundos da Função Pública)

Tendo em conta que as reivindicações dos trabalhadores são a da valorização dos salários para 2019, a valorização das carreiras profissionais e o alargamento dos direitos colectivos a todos os trabalhadores, a proposta do governo/administração é insuficiente e, por isso, amanhã haverá greve em todas as empresas da IP.

A partir das 08h00 horas de amanhã dia 31, os elementos dos piquetes de greve concentrar-se-ão na estação de Santa Apolónia.

Finalmente temos um aumento intercalar dos salários

Depois de meses de luta, finalmente temos um aumento intercalar dos salários!
Foi o acordo possível entre a Plataforma de Organizações Sindicais da qual o SIOFA faz parte, Governo e Administração da I.P.
Este acordo prevê que os trabalhadores com um vencimento até 1.300 euros tenham uma actualização de 23 euros mensais, tendo os trabalhadores com um vencimento entre 1.300 euros e 2.000 euros uma actualização de 16 euros, e os funcionários que aufiram mais de 2.000 euros vão beneficiar de um aumento de 10 euros.

Governo e Administração da IP fogem a fazer acordo

REUNIÃO TERMINOU SEM ACORDO

REUNIÃO TERMINOU SEM ACORDO

As organizações sindicais foram chamadas hoje ao Ministério do Planeamento e das
Infraestruturas para discutir um acordo que evitasse a greve da próxima segunda feira,
discussão que terminou sem acordo, pelo que se mantém a greve nos termos em que está marcada.
A questão central era como proceder a um aumento dos salários, (que são os mesmos de
2009), tendo como referência aquilo que foi implementado na CP. Relativamente a esta
questão a primeira posição do Ministério foi de fugir a que essa discussão fosse em torno da
tabela, o que nos disponibilizámos a fazer, sempre com esta posição: O que se viesse a acordar
fosse abrangente para todos os trabalhadores sem excepção, sem prejuízo da negociação
das restantes matérias.
A proposta que nos foi feita, foi a da criação de um subsídio provisório a integrar a tabela
salarial em 1 de Janeiro de 2019, cuja última proposta foi de 15€ mensais nos primeiros 9
meses do ano e 20€ nos últimos 3 meses.
Aceitando negociar a forma, considerámos os valores insuficientes, tendo aquilo que
consideramos ser referência, que é o acordo da CP; empresa tutelada pelo mesmo
Ministério, pelo que não se compreende a dualidade de critérios.

GREVE DIA 2 DE ABRIL

A resposta tem que ser dada pelos trabalhadores com uma forte adesão à greve da próxima
segunda feira dia 2 de Abril.
Do ponto de vista legal, teremos que assegurar os seguintes serviços mínimos e, apenas estes:
* Os necessários ao resguardo dos comboios em máxima segurança, bem como à segurança e manutenção dos equipamentos e instalações em todas as vertentes em que, por força da greve, tais necessidades se justifiquem;
* Os serviços necessários para leva r aos seus destinos os comboios que se encontrem em marcha à hora do início da greve;
* Os serviços necessários à movimentação do”comboio socorro”;
* Os serviços urgentes relativos ao transporte de mercadorias perigosas e bens perecíveis;

* Os representantes dos Sindicatos que declararam a greve devem designar os trabalhadores necessários para assegurar os serviços mínimos ora definidos até 24 horas antes do início do período de greve, devendo as Entidades Em pregadoras fazê-lo, caso não sejam, atempada mente, informadas dessa designação;
* O recurso ao trabalho dos aderentes à greve só é lícito se os serviços mínimos não puderem
ser assegurados por trabalhadores não aderentes nas condições normais da sua prestação de trabalho.

A empresa só tem legitimidade de entregar qualquer carta no domingo, caso os sindicatos não façam a indicação dos trabalhadores, assunto que está ainda a ser analisado.

CONCENTRAÇÃO – Tal como fizemos na greve anterior, as organizações de trabalhadores concentrar-se-ão, a partir das 10,30h de segunda feira, na Estação de santa Apolónia.

VAMOS LUTAR PELO AUMENTO DO SALÁRIO DE TODOS!

As Organizações Sindicais:

ASCEF – Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária * FECTRANS/SNTSF Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações/Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário * FENTCOP – Sindicato Nacional dos Transportes Comunicações e Obras Publicas  * FNSTFPS – Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais * SINAFE – Sindicato Nacional dos Ferroviários do Movimento e Afins * SINDEFER – Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia * SINFA – Sindicato Nacional de Ferroviários e Afins * SINFB – Sindicato Independente Nacional dos Ferroviários * SINTAP – Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos * SIOFA – Sindicato Independente dos Operacionais Ferroviários e Afins * SNAQ – Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos * STF -Sindicato dos Transportes Ferroviários.

REUNIÃO SEM ACORDO

A Reunião realizada hoje se manhã com a Administração da IP, terminou sem acordo, pelo que a greve se mantém!

É o momento oportuno para os trabalhadores manifestarem o seu descontentamento relativamente à posição da Administração da IP, de inviabilizar uma solução em torno da tabela salarial de todos os trabalhadores.

A representação da administração da IP apresentou uma proposta para a resolução do actual conflito laboral, na forma da unificação/actualização do valor do subsídio de refeição para 8,20€, com efeitos a partir de Março, ou seja, com aplicação efectiva em 9 meses deste ano.

SOLUÇÃO TEM QUE SER NA TABELA SALARIAL

A posição unânime das organizações sindicais foi de toda disponibilidade para encontrar uma solução a partir dos valores apresentados, mas na forma da actualização na tabela salarial, com um valor igual para todos os trabalhadores, com efeitos a 1 de Janeiro, com incidências em 14 meses, tendo com referência a solução encontrada para a CP.

Será que o Governo recusa na IP uma solução que aceitou para a CP? Teremos dois pesos e duas medidas?

A proposta da Administração tem uma actualização diferenciada, tendo em conta os diversos regimes laborais, havendo casos de um “crescimento” mensal de 1,76€ e para a grande maioria dos trabalhadores seria de 27, 28€.

VAMOS LUTAR PELO AUMENTO DOS SALÁRIOS

A apresentação desta proposta por parte da administração deve-se ao facto de estar confrontada com uma greve para dia 12, fazendo hoje o que não quis fazer na passada quarta feira e, independentemente da apreciação que fazemos, esta proposta é fruto da luta dos trabalhadores e das organizações que em unidade avançaram para a greve, demonstra que há dinheiro, mas é insuficiente na forma como o querem aplicar.

DIA 12 MARÇO – 11 HORAS ESTAÇÃO DE SANTA APOLÓNIA

As organizações sindicais promotoras da greve decidiram dar expressão publica da luta dos trabalhadores no dia 12 de março, juntando os piquetes de greve e todos os trabalhadores das empresas do grupo IP (IP- Infraestruturas; IP-Engenharia; IP-Telecom e IP-Património), que possam comparecer, às 11 horas em frente à estação de Santa Apolónia.

 

REUNIÃO DE SINDICATOS

Nos dias 14 e 15 de Março, as organizações sindicais, conjuntamente com a CT, vão reunir para fazer o balando da greve e decidir as novas formas de intervenção e as novas lutas, em torno desta reivindicação comum a todos os trabalhadores, assim como elaborar as respostas conjuntas às propostas da administração no que se refere ao AE e RC, reunião essa que, como sempre continua aberta a quem se afastou do processo, mas que, desde que queira, continua a ter um espaço nesta discussão.

Consulte aqui o comunicado conjunto das estruturas Sindicais