GOVERNO AO NÃO CUMPRIR OS ACORDOS EMPURRA OS TRABALHADORES PARA A LUTA

GOVERNO AO NÃO CUMPRIR OS ACORDOS

EMPURRA TRABALHADORES PARA A LUTA

Com convite a todas as organizações de trabalhadores das empresas referiras, realizou-se uma reunião, no passado dia 16, em Coimbra, tendo-se concluído que estamos perante uma posição de não cumprimento que o governo fez com as organizações sindicais e que isso deve ser motivo para uma mobilização, acção e luta convergente dos trabalhadores nestas empresas.

Nesse sentido, para além do trabalho de esclarecimento e mobilização que se deve fazer de forma autónoma em cada empresa, é entendimento da necessidade de uma luta na CP, IP-Infraestruturas de Portugal, IP-Telecom, IP-Engenharia, IP-Património e EMEF, na forma de greve de 24 horas no dia 7 de Dezembro próximo

As razões comuns são a exigência que em cada uma das empresas se cumpram os acordos firmados e que as negociações decorram, com o objectivo de encontrar resposta para as reivindicações dos trabalhadores, nomeadamente a valorização dos salários.

Para cada empresa foi entregue um pré-aviso em que consta esta reivindicação central, mais aquelas que são especificas de cada empresa.

A MESMA POSIÇÃO DO GOVERNO EM TODAS AS EMPRESAS

Os acordos de 2018 tiveram na negociação directa representantes dos Ministérios do Planeamento e das Infraestruturas, do Trabalho e das Finanças, ou seja o governo negociou e agora não cumpre.

Hoje temos um elemento comum da parte do governo e das administrações, o bloqueamento dos processos negociais;

  • Na CP realizou-se uma reunião em 20 de Abril, para apresentação de um negociador externo, definiu-se a metodologia de trabalho e foi marcada a primeira reunião para 14 de Maio, que não se realizou, afim de se iniciar a auscultação das estruturas sindicais e começar o processo negocial, que deveria estar concluído a 31 de Outubro, conforme acordo assinado em Fevereiro entre a empresa e algumas estruturas. No passado dia 12 de Novembro os sindicatos foram convocados para uma reunião na qual a empresa não expôs a proposta alegando que faltavam alguns esclarecimentos e clarificar junto da tutela e, por isso nada tinham para apresentar;
  • Na IP apesar de haver reuniões que continuam no âmbito do Ministério da Tutela, teimam em soluções que inviabilizam um acordo, já que querem proceder ao “aumento” dos salários para próximo ano, incluindo os valores já acordados este ano. No fundo querem juntar o processo de negociação do ACT e RC com o do aumento salarial em 2019, além de ameaças veladas de retirar o que se alcançou com a luta de todos ao longo deste ano e não o querem tornar extensível a todos os trabalhadores da empresa;
  • Na EMEF, depois da fase em que se avançou na discussão do clausulado geral do AE, a administração abruptamente interrompeu as negociações, estando presentemente o processo parado.

Perante isto, aos trabalhadores só resta seguirem o caminho da luta

VALORIZAR OS SALÁRIOS E A CONTRATAÇÃO COLECTIVA

MAIS TRABALHADORES E MELHOR SERVIÇO PÚBLICO

Paralelamente assiste-se a uma degradação da actividade das empresas, em particular no que respeita ao transporte ferroviário. Da parte do governo e das administrações socorrem-se de muitos anúncios, mas, existem poucas medidas para responder aos problemas de imediato dos utentes, dos ferroviários e da obrigatoriedade dos governantes nas empresas públicas do caminho de ferro, de prestarem de um serviço publico ferroviário e de qualidade aos seus utentes;

  • O governo e a CP não têm um plano para recuperar o material circulante imobilizado e todos os dias são suprimidas dezenas de circulações ferroviárias;
  • Na EMEF continua a haver muitos e diversos constrangimentos à sua actividade;
  • Todas as empresas continuam sem os trabalhadores necessários para darem resposta às suas obrigações;
  • 41 trabalhadores da IP cujos requerimentos foram reconhecidos no âmbito do processo do PREVPAP, aguardam há meses pela homologação da decisão pelos Ministros do Planeamento e das Infraestruturas, do Trabalho e das Finanças;
  • o A IP é cada vez mais uma empresa de gestão de contratos, destruindo a sua capacidade de intervenção directa e a das suas empresas participadas.

PARTICIPA NA TUA LUTA

As ORTs:
ASSIFECO – Associação Sindical Independente dos Ferroviários de Carreira Comercial * FECTRANS/SNTSF Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações/Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário * FENTCOP – Sindicato Nacional dos Transportes Comunicações e Obras Publicas * FNSTFPS – Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais * SINAFE – Sindicato Nacional dos Ferroviários do Movimento e Afins * SINDEFER – Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia * SINFA – Sindicato Nacional de Ferroviários e Afins * SINFB – Sindicato Independente Nacional dos Ferroviários * SINFESE – Sindicato Nacional Ferroviários Administrativos Técnicos e de
Serviços * SINTAP – Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos * SIOFA – Sindicato Independente dos Operaci da nais Ferroviarios e Afins * SNAQ – Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos * STF – Sindicato dos Transportes Ferroviários *CT da CP – Comissão de Trabalhadores da CP * CT da EMEF Comissão de Trabalhadores da EMEF * CT da IP – Comissao de Trabalhadores da IP

 

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